quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Escrever

O que é tão curioso nesse momento é que eu, estudante de engenharia, não só decidi escrever um metatexto, uma metaredação, como também o prazer que eu encontrei em escrever e me expressar por textos. Se bem me lembro, por certo descaso ou preguiça dos temas, das cobranças e das exigências, fui desses alunos que detestava escrever na escola.
Nunca tive problemas com minhas professoras e professores de português. Cláudia, Margareth, Tetê, Regina, Dido, Flávio... cito nomes aqui que me marcaram por serem personalidades contagiantes que me fizeram ter um certo prazer quase masoquista em estudar e compreender os meandros da língua, e todas as possibilidades que isso representa.
Uma coisa que aprendi observando os textos de uma amiga muito especial (que por sinal, escreve muito bem) é que o texto é uma tradução de uma visão do mundo, filtrada pelo coração do escritor. Essa amiga é a pessoa que, para mim, mais consegue traduzir o coração enorme dela em palavras.
Assim como ela, porém em uma escala menor, encontrei sim minha paixão em expressar as coisas que gosto sob a forma de palavras. Sejam sentimentos, opiniões, desabafos, comemorações, tudo isso pode ser inspiração para uma obra literária.
Existem aqueles que dizem que a vida imita a arte. Não meus amigos, a arte traduz parte daquilo que nosso coração enxerga da vida, pelos olhos, ouvidos, letras, sinais, símbolos ou mesmo rabiscos daquele que a cria. A arte é uma metáfora da vida!


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